Google pretende desenvolver novos processadores de informação quântica

A empresa vai colaborar com a Universidade da Califórnia, cuja equipa tem das investigações mais avançadas na matéria.

A Google estabeleceu uma parceria com cientistas da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, para o desenvolvimento de novos processadores para uso em sistemas de computação quântica. Os computadores quânticos procurar utilizar propriedades das partículas sub-atómicas para realizar cálculos milhões de vezes mais rapidamente do que os computadores convencionais. Mas existem muitos obstáculos a serem superados para isso acontecer.

A equipa da Google Quantum Artificial Intelligence irá trabalhar com investigadores da universidade para desenvolver novos processadores de informação quântica. Os computadores actuais usa transístores eléctricos para representar os valores de “zero” e “um” da computação binária. Os quânticos basear-se-ão em qubits, ou bits quânticos, sujeitos a leis da mecânica quântica para atingir vários estados.

Enquanto um transístor só suporta um de dois estados – ligado ou desligado, o que representa um ou zero ‒ os bits quânticos pode conter vários estados ao mesmo tempo. Isso significa que podem ser um ou zero, ou ambos ao mesmo tempo.

Tal capacidade permite realizar vários cálculos em paralelo, aumentando muito o poder de processamento. Mas os qubits também são bastante instáveis​​: o seu estado pode alterar-se com a menor mudança de temperatura ou de magnetismo.

Os físicos da Universidade da Califórnia estão na vanguarda da investigação para tentar resolver esses problemas e por isso é fácil perceber porque a Google quer trabalhar com eles.

Os dois grupos vão trabalhar nos processadores baseados em electrónica de super-condutores, revela a Google no seu blog. Isso envolve refrigerar materiais para um ponto próximo do zero absoluto, onde a resistência eléctrica e os campos magnéticos são minimizados.

Entre outros fabricantes, a Microsoft também está a desenvolver investigação em computação quântica. Recentemente publicou um artigo e um vídeo a explicar de forma simples como funciona esse tipo de processamento funciona.

Fonte: ComputerWorld