Moto Maxx novo top de linha da Motorola

Uma semana após ter sua aquisição concluída pela chinesa Lenovo, a Motorola lança o Moto Maxx, primeiro smartphone após ser vendida pelo Google e a aposta da companhia para competir com Samsung e Apple no segmento de aparelhos mais potentes.

A empresa começa ainda a vender a partir desta quarta-feira (5) o relógio inteligente Moto 360 por R$ 800. Já o celular custa R$ 2,2 mil, o preço mais elevado entre a família Moto.

Por outro lado, o smartphone possui características para brigar entre os top do mercado. Com câmera de 21 MP, capaz de captar vídeos em 4K, e a resolução de 565 pontos por polegada da tela de 5,2 polegadas, o celular desponta entre os rivais. A título de comparação, o iPhone 6 e o Galaxy Note 4 têm câmera de 8 MP e 16 MP, respectivamente. Outro aspecto do Moto Maxx que o destaca é a bateria, com autonomia de 40 horas. Um acessório dá ao aparelho carga extra de até 6 horas em 15 minutos.

Debaixo do chassi, o Maxx possui processador Snapdragon, da Qualcomm, e capacidade de armazenamento de 64 GB. O revestimento é uma combinação de kevlar e nylon balístico, materiais que compõem coletes a prova de bala e tecidos militares, respectivamente.

O Maxx roda o Android puro, ou seja, sem alterações ao sistema operacional desenvolvido pelo Google. Por meio de comandos de voz em português, é possível enviar mensagens ou consultar informações como a situação do tempo ou do trânsito. Para diminuir o nível de notificações, basta configurar modos como “dormindo” ou “dirigindo”. Para retirar o celular desses estados, comandos de voz podem ser usados. Ao dizer “Moto Maxx, bom dia”, por exemplo, o aparelho ativa todas as notificações e ainda avisa dos compromissos do dia.

Tirar fotos é outra função que pode ser acionada apenas falando, o que permite que o celular seja posicionado à distância. Combinando o relógio Moto 360 e o smartphone, é possível ditar comandos ao relógio para que o celular obedeça.

O lançamento do aparelho em São Paulo contou com a presença do presidente-executivo da companhia, Rick Osterloh, que vem ao país pela segunda vez neste ano –a primeira foi para apresentar o Moto E. A assiduidade ocorre porque o país é, depois dos Estados Unidos, o maior mercado para a empresa. “Nós consideramos o Brasil a nossa segunda casa; depois dos EUA, é o Brasil”, disse. Tanto que o Maxx é fabricado em solo nacional, na planta de Jaguariúna (SP). O Moto 360 também terá produção no Brasil a partir do primeiro semestre de 2015.

Falando em se sentir em casa, o principal executivo da Motorola comentou a mudança da empresa para debaixo do teto da maior fabricante de computadores do mundo, a Lenovo. “Juntos, somos o número três em prover smartphones no mundo.” A chegada do Moto Maxx marca também a estreia da chinesa no mercado de celulares brasileiros. “Uma das razões pelas quais a Lenovo adquiriu a Motorola foi a nossa participação no Brasil, América do Norte e América Latina.”

A empresa informa que, com a chegada do Moto G, em 2013, sua participação nas vendas no país avançou de entre 8% e 10% para entre 18% e 20%. Isso porque o telefone foi o mais vendido no Brasil nos oito primeiros meses do ano. Por custar R$ 700, o aparelho é posicionado em uma categoria intermediária. Com o Moto Maxx, porém, a Motorola “está entrando na categoria ultra premium”, afirma Sérgio Bruniac, vice-presidente da empresa para América Latina. Nesse patamar, enfrentará iPhones e os aparelhos da linha Galaxy. “Nós queremos dar às pessoas o direito de escolher”, diz Osterloh.